O Futuro Não É Pra Quem Bóia

Do profundo e da superficialidade

Ir ao fundo demanda coragem. Cada vez mais vejo como é grande o número de pessoas que preferem o iludido conforto da superfície.

Não, não digo isto como instrutor de mergulho. Digo isto como consultor, como coach, enfim, como alguém envolvido com a busca humana por esclarecimento; como fuçador organizacional, baseado numa rotina de contato intenso com muitos profissionais em diferentes organizações. O profundo nos oferece o mistério e a percepção de uma amplitude importante. Permanecer na superfície é uma opção tentadora, mas fingir não saber que há um mundo abaixo é empobrecedor e enfraquecedor. Há muito mais ocorrendo no fundo do que na superfície, e o que acontece lá embaixo é determinante ao que ocorre aqui em cima.

O que na superfície pode nos soar engraçado, num olhar abaixo da linha d’água mostra-se triste. O que parece causa, pode mostrar-se desvio. O que parece claro, ofusca a visão. Mas escuto mais risadas do que questionamentos.
Profissionais que desejam abandonar as aparências e encontrar o significativo, a argamassa com a qual se provoca mudanças significativas; organizações que desejam construir o futuro, precisam a coragem de seguir ao fundo. É preciso aprender a fazer isto, ganhar experiência gradativamente, encontrar e aceitar a orientação correta.
No fundo há o silêncio que permite escutar a tudo. Há monstros assustadores ao longe. Mas ir ao fundo é recompensador, desde que feito com cautela. O medo revela-se beleza e o crescimento é consistente e revelador.

Não. Não estou falando de mergulho.

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