Sobre a Cura e a Doença

O primeiro grande desafio é aceitar que precisamos de cura. O segundo é tomar este caminho. Aí então, talvez cheguemos ao ponto onde não precisaremos mais das doenças.

Estamos imersos em pensamentos polarizados. Somos prisioneiros da concepção limitada de que um sobe apenas se o outro desce. Um vence se o outro perde. Tudo está bem se não estiver mal. Estou doente se não estiver saudável; e só preciso cura se estiver doente.

Estas concepções são ilusões que tornamos reais pela nossa inadmissibilidade quanto ao pensar profundo e nossa resistência a questionar o que aprendemos a chamar de verdade. Criamos a sociedade do apego, e assim demos ao medo lugar de poder excessivo. Ele, habilidoso, travestiu-se de coragem e poder. Temos tanto medo de mergulhar em nossas fraquezas e ferimentos profundos que geramos um imenso repertório de vocabulário, preconceitos e piadas para marginalizar e enfraquecer aqueles que ameaçam propor a cura do ser.

Todos precisamos de cura, mas nos apegamos à ilusão de que a cura é para quem não está bem. Para quem está debilitado. E embora o estejamos todos, resistimos a admitir. Quando não admitimos isto, criamos doenças, e usamos a doença para manter a cura na superficialidade. A doença, na maioria das vezes, serve também para ocultar o que precisa efetivamente de cura.

Isto serve às pessoas, às famílias e às organizações.

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