Porque rodas não são quadradas

A importância do design organizacional

Cada formato tem uma razão de ser. O desenho organizacional não deve atender a modelos pré-moldados, tenha ele surgido de forma orgânica ou sido planejado em detalhes na prancheta – e creio que o ideal é algo entre estes dois pontos – ele deve atender aos objetivos de uma organização numa visão ampla.

O design deve facilitar os fluxos desejados, dificultar e monitorar os indesejados, e, sim, isto passa pelo desenho da organização em si.

Muitas empresas pecam em não perceber isto, e mudam sua rota, criam novos parâmetros de valores, reformulam objetivos estratégicos e esquecem que o design deve acompanhar profundamente esta mudança.

A maioria das empresas ainda funciona de maneira a gerar grande apego de cada colaborador à sua posição, seu cargo e o cargo que ele imagina para si em seguida. Numa estrutura assim cria-se uma incoerência, pois estes profissionais jamais poderão repensar profundamente o desenho no qual estão inseridos.

O desenho passa a atender egos e inseguranças, ao invés de atender à visão de futuro para aquela empresa.

Poucos diretores proporiam a extinção de sua própria diretoria. Mas é assim que deve ser. Cada vez mais é preciso pensar não apenas fora da caixa, mas por cima das paredes que a delimitam.

Para isto, muitas vezes, é preciso ajuda, e não pedir esta ajuda é uma das mais clássicas formas de resistência velada à mudança em si.

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