O mergulhador e o Psicólogo

(não é simbologia nova e nem original, mas é fato que meus mergulhos na psicologia tendem a me levar a meus sentimentos de mergulhador.)

A superfície calma não indica necessariamente que no fundo haja tranquilidade. Pode, por vezes, apenas ludibriar ao esconder profundezas selvagens. Quando começamos a nos aprofundar vem o medo, logo no primeiro momento, ao percebermos quanta coisa e quanta vida há logo abaixo, tão perto e tão não à nossa vista. Mas se dermos a este lugar alguns momentos, virá uma paz intensa.
A alguns no entanto, permanecerá o desconforto e crescerá a vontade de voltar à superfície num rompante. Muitos o fazem e passam o resto de suas vidas a fingir não existir este outro mundo. Mas àqueles que derem a si o tempo de acostumar-se e entender o profundo, receberão, aos poucos, benefícios incalculáveis. Verão coisas que não sabiam existir e emoções que não sabiam ser possível sentir.

É verdade que quanto mais fundo, maior é o silêncio, mas mais pode-se escutar, pois são os sons do universo que se escuta. Quanto mais profundo, menos são aqueles dispostos a ir. A este profundo não se deve ir só. É bom que ao alcança-lo se faça bem instruído, e acompanhado de quem se possa contar.

E por fim a mais fantástica mágica se faz: Quanto mais calmos aprendermos a permanecer no profundo, mais plena nossa vida na superfície. Mais plena nossa presença em nossas vidas.

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